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Um método simples e bastante utilizado de se resolver impasses é o famoso “Cara ou Coroa”. Nele, um grupo (que pode ser de uma única pessoa) escolhe um lado da moeda e o outro grupo fica com o lado que lhe sobrou. Em seguida, alguém joga a moeda para o alto de modo que ela gire em torno de si mesma até cair no chão: a face da moeda que cair voltada para cima vence.

É realmente muito simples e rápido, por isso é usado para decidir imparcialmente que time vai começar com a bola num jogo de futebol, para tomada de decisões de qualquer natureza pelo Harvey (o Duas Caras, do Batman) ou até para tentar adivinhar se uma alternativa é verdadeira ou falsa em um exame escolar.

Mas será que é realmente imparcial? Pesquisadores do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade de Stanford resolveram investigar e concluíram que existe uma diferença de 2% na probabilidade da moeda cair de um lado ou de outro, ou seja, a face que cai virada pra cima, na maioria das vezes (51%), é a mesma que estava virada pra cima no momento em que ela foi lançada ao ar.

É isso mesmo, Godinez! Apesar de dizermos que o “Cara ou Coroa” é um fenômeno aleatório, na verdade a moeda está à mercê das leis da mecânica. Ele é aleatório na medida em que não podemos calcular ali no momento do jogo de futebol qual a força que será aplicada na moeda, a direção e força do vento, a gravidade do local etc, mas o resultado do processo é determinado pelas condições iniciais. E a face da moeda que está voltada para cima é um fator preditivo de seu resultado final e, o melhor, pode ser constatado sem uso de instrumento. Portanto, quando você tiver que escolher Cara ou Coroa, escolha a face que estiver voltada para cima e suas chances serão maiores.

OBS: Há pessoas que pegam a moeda e invertem o lado dela na hora de revelar o resultado. Neste caso, deve-se escolher o lado que estiver voltado para baixo (o processo é o mesmo).

Aqui tem um artigo falando sobre isso. Os caras reproduziram uma situação de bullying em ratos e analisaram seus efeitos na posterior socialização do rato que sofreu o “bully” e ainda da composição cerebral após essas situações. Comentarei depois.

Nada de explicações sobrenaturais. Aqui tem um artigo que explica esse tipo de experiência. Comentarei em breve.

Estudo indica que o uso controlado de psilocibina, alucinógeno presente em “cogumelos mágicos”, produz uma melhora no humor e reduz significativamente a ansiedade de pacientes em estado avançado de câncer. Os autores ressaltam a importâcia de serem realizados mais estudos nessa área.

Referência:
Charles S. Grob, MD; Alicia L. Danforth, MA; Gurpreet S. Chopra, MD; Marycie Hagerty, RN, BSN, MA; Charles R. McKay, MD; Adam L. Halberstadt, PhD; George R. Greer, MD. Pilot Study of Psilocybin Treatment for Anxiety in Patients With Advanced-Stage Cancer. Arch Gen Psychiatry, Online September 6, 2010 DOI: 10.1001/archgenpsychiatry.2010.116

Estudo com fMRI demonstrou que pessoas que recebem informações específicas de como está a atividade da ínsula, região cerebral que regula as emoções, são capazes de controlar a atividade cerebral nessa estrutura. Dessa forma, o indivíduo passa a ter maior controle sobre suas emoções. Cada vez mais são realizados estudos nesse sentido, abrindo novos caminhos para as terapias cognitivas.

Referência:
Andrea Caria, Ranganatha Sitaram, Ralf Veit, Chiara Begliomini, Niels Birbaumer. Volitional Control of Anterior Insula Activity Modulates the Response to Aversive Stimuli. A Real-Time Functional Magnetic Resonance Imaging Study. Biological Psychiatry, 2010; 68 (5): 425 DOI: 10.1016/j.biopsych.2010.04.020

O cérebro recorda de uma informação quando o padrão de suas atividades neurais se torna semelhante ao de quando a informação foi registrada. O que significa dizer que uma determinada informação se torna mais fácil de ser acessada se estudada em contextos diferentes, pois o cérebro criará padrões de atividades diferentes para a mesma informação.

Referência:
Gui Xue, Qi Dong, Chuansheng Chen, Zhonglin Lu, Jeanette A. Mumford, and Russell A. Poldrack. Greater Neural Pattern Similarity Across Repetitions Is Associated with Better Memory. Science, September 9 2010 DOI: 10.1126/science.1193125

Os participantes do estudo responderam a um questionário que mede o quanto eles confiam em outras pessoas e depois assistiram a gravações de entrevistas em que metade era sincera e outra metade havia mentiras. Constatou-se que os indivíduos que alcançaram maiores escores em “confiança no outro” também obtiveram mais sucesso em detectar mentira. O resultado sugere que, justamente por ter uma habilidade em reconhecer mentiras, um indivíduo pode confiar no outro com menos riscos que alguém que tenha essa habilidade menos desenvolvida.

Referência:
N. L. Carter, J. Mark Weber. Not Pollyannas: Higher Generalized Trust Predicts Lie Detection Ability. Social Psychological and Personality Science, 2010; 1 (3): 274 DOI: 10.1177/1948550609360261