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O filme é baseado na história real de Chris McCandless, um jovem de família abastada, considerado um aluno diferenciado intelectualmente, recém formado e com notas boas o suficiente para lhe garantir uma vaga em Harvard, mas que decide largar tudo para vagar pelas estradas. Influenciado pela leitura de Tolstoi, Jack Landon e Henry Thoreau, McCandless estava convencido de que deveria deleitar-se vivamente da natureza.

Abençoado por uma fotografia encantadora e por uma trilha sonora impecável, o filme começa com McCandless (Emile Hirsch) já em sua aventura derradeira: o Alasca. A história de sua experiência na grande terra gelada é intercalada com flashbacks de seus dois últimos anos, narrados por Carine (Jena Malone), que pouco a pouco nos conduz pelos caminhos percorridos por McCandless a fim de nos mostrar o que o motivava tão vigorosamente.

Desde muito cedo McCandless exibia seu espírito explorador e aventureiro, saindo de casa no meio da noite, aos 4 anos de idade, para entrar na casa do vizinho e saquear a gaveta de doces. Sua relativa independência perante os pais também é visível. A relação que tinha com eles passou a ser mera formalidade desde que descobriu que seu pai não tivera uma separação amistosa em seu primeiro casamento. Walt (William Hurt) levara por muito tempo uma vida bígama, sendo Chris e Carine os filhos bastardos. Desde então, Chris via sua infância “como ficção” e seu desprezo pelos pais nunca diminuiu.

Quando decidiu sair pelas estradas, McCandless doou os 24 mil dólares que tinha no banco para uma instituição de caridade, queimou os cento e vinte dólares que tinha na carteira e abandonou o seu carro no deserto. Rasgou seus documentos e assumiu uma nova identidade: Alexander Supertramp. Levava consigo apenas uma câmera fotográfica, livros e uma mochila com algumas roupas e utensílios básicos para acampar. Era a provação, para si mesmo, de que os bens materiais eram desnecessários, tanto quanto possível, para a felicidade.

Carismático, McCandless conseguia caronas facilmente e cativava as pessoas com suas histórias. Surpreendia a todos que um jovem instruído como ele pudesse levar uma vida tão desapegada materialmente e trabalhar em empregos simples quando necessário. Mas McCandless não era só falador, ele também dava muita atenção ao que os outros tinham para dizer e isso fazia com que apreciassem sua companhia. Poucos dias de convívio eram suficientes para as pessoas se entristecerem quando McCandless partia em suas empreitadas.

E cada uma de suas aventuras foi narrada com distinção e sensibilidade no filme, transmitindo exatamente o que McCandless buscou em vida. Na Natureza Selvagem faz despertar nosso espírito aventureiro que por ventura possa estar adormecido, resgata o modo de vida simples que a sociedade consumidora nos furtou e deixa-nos com a certeza de que há filmes que nos transformam.

### ALERTA: o parágrafo abaixo contém spoilers. ###

No Alasca
Para chegar ao “Ônibus Mágico”, McCandless transpôs um estreito riacho. Este mesmo riacho o impediu, por volta da nona semana, de regressar de sua aventura, pois o gelo do inverno derretera e o que era uma fina corredeira se tornara um violento rio. “Impossível atravessá-lo”, registrou em seu lacônico diário. Seu retorno teve então que ser procrastinado até que o rio voltasse à calmaria. Porém, a quantidade de calorias que McCandless estava consumindo era menor que a quantidade que gastava, obrigando-o a adicionar raízes e sementes à sua dieta. Com um livro sobre os espécimes de plantas nativas da região nas mãos, Chris fez suas colheitas… até cruzar o caminho do azar. McCandless ingeriu ervilha-de-cheiro selvagem, uma planta não comestível parecida com raiz de batata selvagem, da qual vinha se nutrindo. Os sintomas eram paralisia, inibição da digestão e náuseas. Demasiado fraco para buscar ajuda, o McCandless cujos brilhos dos olhos refletiam vitalidade ficou irreconhecível em seus sombrios dias finais. Parece que o destino lhe pregou uma peça, pois o comovente fado daquele amante da liberdade que doou todo o seu dinheiro para o combate à fome foi perder lentamente os movimentos e morrer de inanição. Valeu à pena? Acho que o próprio McCandless pode responder esta questão:

Tive uma vida feliz e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus abençoe a todos
- Christopher Johnson McCandless
(Em suas últimas notas do diário)


Into The Wild| 2007 | Estados Unidos | Direção: Sean Penn. Elenco: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone, Brian H. Dierker, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart, Hal Holbrook. 148 min

Aalst, Bélgica, final do século XIX. No meio da neblina matinal emergem os trabalhadores rumo às fábricas. O sono, o cansaço e a fome os atingem de tal maneira que esse ritual diário poderia ser confundido com a marcha de zumbis dos filmes de terror. Quem dera fosse mesmo um filme de terror, para que se pudesse assistir e dormir tranqüilo, sabendo que tudo aquilo não passou de ficção. Mas, não!, aquilo realmente aconteceu no surgimento do capitalismo industrial.

A pacata vida em Aalst, uma cidade flamenga, começa a mudar com a chegada do Padre Daens (Jan Decleir). Designado para assumir a Igreja local e, nas horas vagas, lecionar os filhos da alta burguesia, Daens acaba entrando em contato com as camadas populares. Vendo de perto a miséria em que se encontrava a maioria das famílias e sensibilizado com os relatos de exploração, o padre passou a usar o jornal católico para expressar seus pensamentos e sua indignação. Uma atitude simples que injetou esperança na população.

O filme deixa claro a difícil tarefa que é mobilizar as classes marginalizadas. Mesmo sabendo que são maioria – e, conseqüentemente, poderiam fazer uma forte pressão por melhores condições -, os trabalhadores não conseguem se organizar em conjunto. O medo, a ignorância e o desamparo arraigado em suas almas fazem os explorados aceitarem suas situações passivamente. Foi preciso uma figura externa (o padre), advinda da própria classe dominante, para liderá-los e lutar por seus direitos.

Mas essa é uma luta quase impossível. E as dificuldades que o padre enfrenta quando decide apoiar as causas populares acabam por revelar os inimigos do povo. Até o Papa, de quem mais se espera justiça, se mostra tendencioso e põe entraves no caminho de Daens – deixando claro o lado que a Igreja defendia.

E apesar das adversidades, Daens fez dessa luta o sentido da sua vida, semeando esperança no coração dos operários e suas famílias. Com a fé renovada, a classe operária uniu-se e provou que para transformar a realidade é preciso vontade e, às vezes, sacrifício.

Daens: um Grito de Justiça mostra a situação dos operários europeus quando o capitalismo industrial dava seus primeiros passos. Sua dimensão é tão real e impactante que o filme é comumente usado em cursos de História e Sociologia para passar aos alunos uma imagem fidedigna do que foi aqueles tempos.

Seus dias letivos ficarão mais divertidos!

Você vai precisar de: 4 lápis, 1 caneta, 7 elásticos e 1 durex.

Não entendeu ainda? Tem um vídeo demonstrativo aqui.

Referências:
Austin, J. Mini Weapons of Mass Destruction: Build Implements of Spitball Warfare.

Cany não era a mulher dos sonhos do cirurgião plástico Reza Vossough, mas ele fê-la ser. Com 8 operações para transformar suas coxas, olhos, face e peito, ele a transformou na sua mulher ideal.

Quando eu vi Cany pela primeira vez, ela tinha algumas deficiências físicas, mas eu podia ver que havia algo ali. Ela tinha coxas e quadris grandes, então fizemos algumas correções.”, conta Vossough.


Reza Vossough e Cany


Cany antes da operação


Arte final

É quase como ser Deus – você pode mudar a natureza”, completa.

Você que tem nojo de recolher os excrementos do seu cão, não precisa mais deixar aquele troço no meio da calçada, basta instalar este suspensório que funciona como uma fralda.

Um kamasutra dinâmico e divertido. Pra ver como que é, basta escolher um dos três homens, uma das três mulheres e uma posição. Depois de selecionados, clique em “Get in the bedroom!” e espere o vídeo carregar.

Você notará que nem todos os participantes combinam entre si, falhando na tentativa. My karmasutra Buddy