PIC TXT VID LINKS Contato

A World Wildlife Fund (WWF) sempre faz campanhas diferentes, de uma maneira sensível, para conscientizar as pessoas. Neste vídeo, ela mostra o quanto os outros animais são semelhantes aos seres humanos. Curti!

Condicionamento clássico, condicionamento respondente e condicionamento pavloviano são sinônimos e remetem a um tipo de aprendizagem descoberto pelo russo e Nobel de Fisiologia ou Medicina Ivan Pavlov.

Nesta aprendizagem, um estímulo neutro é emparelhado a um estímulo incondicionado e, após uma série de apresentações desses estímulos, o primeiro torna-se condicionado, ou seja, produz o mesmo efeito do segundo. Parece complicado, mas não é. Vejamos no exemplo:

1) Colocar comida na boca [provoca] Salivação
Nós salivamos automaticamente assim que inserimos um alimento em nossas bocas. É um reflexo fisiológico. Portanto, a inserção de comida na boca é um estímulo incondicionado em relação à salivação, pois não dependemos de experiências anteriores para que isto ocorra.
2) Ouvir um barulho de uma campainha [não provoca] Salivação
Nós não salivamos ao ouvir o barulho de uma campainha. Portanto, o som de uma campainha é um estímulo neutro em relação ao salivar.

Condicionamento:
3) Tocar uma campainha + Colocar comida na boca [provoca] Salivação
O barulho da campainha nada tem a ver com a salivação, porém, após uma série de repetições do evento acima, nós passamos a salivar assim que ouvimos o som da campainha, mesmo que a comida não chegue. Então estaremos condicionados a salivar ao ouvir a campainha. Um estímulo que antes era neutro se tornou condicionado. Este é o condicionamento respondente.

Agora querem ver um exemplo prático disso? Assistam ao vídeo:

O que aconteceu? Toda vez que o barulho do pato tocava, o garoto recebia um tiro na cabeça. O “quack” não tem uma relação direta no disparo da arma e não produzia qualquer reação do menino no início do experimento. Mas após uma série de repetições dos eventos emparelhados (quack + tiro), o garoto passou a responder ao som do pato antes mesmo do tiro acontecer. O “quack”, portanto, se tornou um estímulo condicionado.

O garoto vai ficar assim pra sempre? Não. Ele vai se abaixar nas próximas vezes que ouvir o barulho do pato, mas se o tiro não vier em seguida, o comportamento de se abaixar ao ouvir o “quack” vai se extinguir, podendo voltar a nunca mais ocorrer.

Agora que você conhece o condicionamento respondente, pode começar a aplicá-lo diretamente em sua vida. Começando pela inadequada prática de colocar uma música que você gosta no toque do despertador do celular.

O condicionamento operante é uma situação de aprendizagem na qual certos eventos são contingentes a comportamentos específicos. A palavra contingente equivale a “Se X, então Y“. Se eu te elogio, você sorri. Seu sorriso é contingente ao meu elogio, portanto, quando quiser te ver sorrir, elogiar-te-ei.

Sempre que um comportamento for seguido de uma consequência reforçadora, este mesmo comportamento tende a se repetir quando tal consequência for pretendida. Por exemplo: se um cachorro, ao ouvir o som “role”, rola no chão e recebe comida como consequência disso, provavelmente voltará a rolar quando ouvir o mesmo ruído e estiver com fome.

A fórmula é a seguinte: SD -> R -> C (Situação -> Comportamento -> Consequência).
Está com fome e ouve “role” -> Ato de rolar -> Recebe a comida.

Claro que ele não rolará espontaneamente logo que ouvir a palavra pela primeira vez, o comportamento final tem que ser modelado aos poucos. É isso o que se passa no vídeo acima.

A Disney (e outras produtoras) reutilizam determinadas cenas em mais de um desenho, alterando somente “a roupa” dos personagens. Não sei muito bem como descrever isto, mas é como se fizessem um boneco se movimentando. A partir desse protótipo, eles colocam cabelos longos e vestidos quando querem mostrar uma princesa ou um chapéu e botas caso queiram um caçador. É uma estratégia inteligente para se poupar tempo e trabalho, mas quebra aquela fantasia de que a cena foi cuidadosamente criada para expressar um sentimento, ideia ou sensação de uma história específica.

Para ver mais, assista este vídeo com vários exemplos dessa “reciclagem de desenho”.

Uma compilação das minhas realizações acadêmicas em 2010…

O Velho e o Mar, obra mais conhecida de Hemingway, Nobel de literatura, conta a história de um velho pescador numa fase de má sorte. Há mais de oitenta dias sem pescar um peixe, o velho persistente vai para o alto mar em mais uma de suas tentativas de fisgar um dos grandes, e lá encontra o maior desafio de toda sua experiente vida de pescador. A relação do homem com/contra a natureza é o tema que se destaca nas breves páginas deste livro, rico em metáforas, e os lúcidos monólogos que o velho tem consigo mesmo trazem algumas lições para a vida.
O livro é desses rápidos de serem lidos. É curto no número de páginas e tem a escrita simples, sem, no entanto, tornar-se pobre. Ganhei num amigo secreto e o li em duas sentadas. A obra deu frutos a filmes homônimos. Trago neste post uma animação produzida pelo russo Alexander Petrov, cuja técnica utilizada foi a pintura de óleo pastel em vidro. Sensacional!

Este vídeo é uma adaptação do texto intitulado “High Tech”, de Millôr Fernandes. Aqui tem um documento com o texto original, basta procurar pelo título.