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Um método simples e bastante utilizado de se resolver impasses é o famoso “Cara ou Coroa”. Nele, um grupo (que pode ser de uma única pessoa) escolhe um lado da moeda e o outro grupo fica com o lado que lhe sobrou. Em seguida, alguém joga a moeda para o alto de modo que ela gire em torno de si mesma até cair no chão: a face da moeda que cair voltada para cima vence.

É realmente muito simples e rápido, por isso é usado para decidir imparcialmente que time vai começar com a bola num jogo de futebol, para tomada de decisões de qualquer natureza pelo Harvey (o Duas Caras, do Batman) ou até para tentar adivinhar se uma alternativa é verdadeira ou falsa em um exame escolar.

Mas será que é realmente imparcial? Pesquisadores do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade de Stanford resolveram investigar e concluíram que existe uma diferença de 2% na probabilidade da moeda cair de um lado ou de outro, ou seja, a face que cai virada pra cima, na maioria das vezes (51%), é a mesma que estava virada pra cima no momento em que ela foi lançada ao ar.

É isso mesmo, Godinez! Apesar de dizermos que o “Cara ou Coroa” é um fenômeno aleatório, na verdade a moeda está à mercê das leis da mecânica. Ele é aleatório na medida em que não podemos calcular ali no momento do jogo de futebol qual a força que será aplicada na moeda, a direção e força do vento, a gravidade do local etc, mas o resultado do processo é determinado pelas condições iniciais. E a face da moeda que está voltada para cima é um fator preditivo de seu resultado final e, o melhor, pode ser constatado sem uso de instrumento. Portanto, quando você tiver que escolher Cara ou Coroa, escolha a face que estiver voltada para cima e suas chances serão maiores.

OBS: Há pessoas que pegam a moeda e invertem o lado dela na hora de revelar o resultado. Neste caso, deve-se escolher o lado que estiver voltado para baixo (o processo é o mesmo).

Quinta saiu o resultado do mestrado. Sexta apresentei a monografia. E hoje pela manhã meu artigo foi publicado. Tinha melhor desfecho para esta semana? *LÁGRIMAS MASCULINAS*

* Relembre: “E que 2011 seja melhor“. E FOI!

Conner Layne resolve abandonar sua esposa no altar e sair viajando com pouco dinheiro pelas Américas Central e Sul – coisa que todo mundo sonha, mas ninguém faz. A ideia parece ser legal, o treiler deixa a gente com muita vontade de ver, mas o filme mesmo é muito fraco e cheio de clichês. A história, personagens e situações são muito artificiais, coisa para adolescente.

Algumas pessoas dizem que ficaram motivadas após assisti-lo, que ele é legal pra quem gosta de viajar e blá blá blá… Mas se esse é o motivo que te fez buscar este filme, assista A Praia, que com certeza possui um cenário mais bonito, tem diálogos mais desenvolvidos e está mais próximo da realidade de um mochileiro.

Ou, se estiver pronto, assista Na Natureza Selvagem, o melhor que tem do gênero.

o experimento dos 5 macacos

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A primeira vez que ouvi falar deste experimento foi no primeiro ano de faculdade, em 2008. Naquela versão, em vez de água fria, os cientistas aplicavam choques. Achei incrível a moral da história, mas acabei me esquecendo e nunca mais ouvi falar do tal experimento ou qualquer repercussão dele.

Recentemente, principalmente nos últimos 2 meses, esta história voltou a se repercutir no Facebook em forma de imagem (como a utilizada neste post). Fiquei curioso e fui ver o que os autores da pesquisa falavam sobre o achado. Mas quem são os autores? Muitos sites reproduzem como “pesquisadores do reino unido realizaram um experimento…“, sem indicarem os verdadeiros autores ou instituição. Outra coisa estranha é que somente sites e blogs não especializados falam sobre o experimento, também sem investigarem a veracidade da informação.

Mas enfim, o resultado da minha busca foi: não há site confiável que fale sobre o assunto (no Psychology Today tem um autor citando o experimento como se fosse verídico, mas sem qualquer evidência); não há nomes de autores, título de artigo, nem ano e periódico publicado. Mas há outras pessoas que procuraram pela fonte e também não encontraram evidências de que o estudo tenha sido feito, como o Search for Balance, indicando que o experimento dos 5 macacos é realmente um hoax, boato, lenda urbana ou qualquer outra coisa, mas não um estudo científico de verdade.

Porém, o mais interessante dessa “fábula” é que, apesar do tal estudo não ter sido propriamente realizado, ela se tornou uma fonte de dados em si mesma, pois o modo como as pessoas repassam a informação sem se questionarem é um indicativo de que o fictício experimento dos 5 macacos revela algo de verdadeiro sobre o comportamento humano.

Milhões curtiram e compartilharam sem se perguntarem o porquê.

Ontem a ONU divulgou nota dizendo que o mundo havia alcançado a inédita marca de 7 bilhões de pessoas. Um número incrível, mas que é motivo de preocupação para muitas pessoas, já que quanto mais habitantes existirem, maior será a demanda por água, comida e energia.

Não estou com a pretensão de dissertar sobre os problemas que isso pode gerar, mas apontá-los para uma interessante entrevista que B. F. Skinner concedeu à revista Veja em 1983. Já naquela época ele mostrava preocupação com uma superpopulação mundial. Mas a entrevista vai além disso, ela revela a opinião de Skinner sobre governos, educação, psicologia e também conta um pouco do seu livro Viva Bem a Velhice, que estava sendo lançado na época.

É uma ótima oportunidade para entrar em contato com o maior representante da Psicologia americana. E pra ficarem com um gostinho de quero mais, confiram este trecho em que o entrevistador questiona a preocupação de Skinner:

VEJA: Ao longo da história, a raça humana superou variadas espécies de conjunturas desfavoráveis que pareciam, à época, insolúveis. Por que não resolveríamos os problemas, desta vez?

SKINNER: Este argumento é como consolar um doente que está morrendo lembrando que, afinal, ele esteve doente outras vezes e sempre se recuperou. O mundo pode estar chegando a uma condição única, em que pela primeira vez, na história, está de fato morrendo – e não estamos fazendo nada para salvá-lo.

Leia o resto da entrevista aqui.

Conta a história de uma turma de adolescentes rockeiros e skatistas, com ascendência latina e de classe popular, vivendo nos Estados Unidos. Era pra ser na mesma linha de “Kids”, aparentava ter boas intenções, mas o resultado foi um filme incongruente, com imagens para acima de 16 anos e enredo, trama e interpretações para menores de 12.

Não perca seu tempo! A menos que você… (sigam o raciocínio) tenha 16 anos, mas mentalidade de 12.

Filme de baixo orçamento que mostra sem pudores a vadiagem de adolescentes de classe popular de Nova Iorque. Trabalha com a temática das drogas, iniciação sexual e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), em particular a AIDS. É do mesmo estilo de “E Sua Mãe Também” e, a menos que você tenha relatórios para entregar com certa urgência, vale a pena assistir.

Pode ser especialmente útil para educadores que trabalham com adolescentes e que pretendam levantar debates, reflexões ou simplesmente dar “um gelo” nos moleques.