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Kevin Warwick é um professor de cibernética da University of Reading, Inglaterra. Em seu trabalho, ele cultiva células de cérebros de ratos e as conecta em um hardware capaz de transmitir correntes elétricas para essas células e também enviar para outro local os impulsos por elas gerados.

Então ele criou um robozinho que anda para um lado e para o outro, como se fosse um rato, emitindo de seus “olhos” uma espécie de scan, que consegue identificar quando há um objeto em seu caminho. Assim, quando há algum obstáculo no caminho do robô, ele gera uma corrente elétrica, que é transmitida via bluetooth para o hardware em que as células cerebrais estão conectadas. É como se as próprias células estivesse em frente ao objeto, então elas reagem gerando um novo impulso, que por sua vez é transmitido de volta ao robô, que desvia do objeto.

Mais interessante ainda é que essas células fazem novas conexões conforme as correntes elétricas vão passando. Ou seja, são capazes de aprender! É a ficção científica se tornando realidade… Confiram:

Evidentemente, a interação entre a máquina e as células biológicas ainda é simples, fazendo o robô ter “apenas” a capacidade de desviar de objetos. Mas imaginem quando implantarem um braço mecânico em uma pessoa sem braços, sendo ela capaz de movimentar esse braço com o pensamento, do mesmo modo como movimentamos nossos membros biológicos… Incrível, né? E tem um brasileiro que trabalha com isso: Miguel Nicolelis. Ele tem um projeto para que um paraplégico dê o pontapé inicial da Copa de 2014 no Brasil. Será?