Ontem a ONU divulgou nota dizendo que o mundo havia alcançado a inédita marca de 7 bilhões de pessoas. Um número incrível, mas que é motivo de preocupação para muitas pessoas, já que quanto mais habitantes existirem, maior será a demanda por água, comida e energia.
Não estou com a pretensão de dissertar sobre os problemas que isso pode gerar, mas apontá-los para uma interessante entrevista que B. F. Skinner concedeu à revista Veja em 1983. Já naquela época ele mostrava preocupação com uma superpopulação mundial. Mas a entrevista vai além disso, ela revela a opinião de Skinner sobre governos, educação, psicologia e também conta um pouco do seu livro Viva Bem a Velhice, que estava sendo lançado na época.
É uma ótima oportunidade para entrar em contato com o maior representante da Psicologia americana. E pra ficarem com um gostinho de quero mais, confiram este trecho em que o entrevistador questiona a preocupação de Skinner:
VEJA: Ao longo da história, a raça humana superou variadas espécies de conjunturas desfavoráveis que pareciam, à época, insolúveis. Por que não resolveríamos os problemas, desta vez?
SKINNER: Este argumento é como consolar um doente que está morrendo lembrando que, afinal, ele esteve doente outras vezes e sempre se recuperou. O mundo pode estar chegando a uma condição única, em que pela primeira vez, na história, está de fato morrendo – e não estamos fazendo nada para salvá-lo.


Comente!