Passeio pelo interior de SP

— por nemo em 27.02.10

As aves cantavam no ensolarado e típico domingo ribeirão-pretano quando… Ah, vamos pular esta parte! Peguei meu celular e tão cedo o breve diálogo aconteceu:

- Acorda, acorda. Pilhas, câmera e pães. É tudo o que precisamos.
- O dia tá bonito. :)
- Sinto boas vibrações. Os deuses estão do nosso lado.

Uma hora depois e estávamos na estrada.

Viagem tranquila e rápida. Destino? Saint Simon. (São Simão para os leigos)

São Simão é uma aldeia com 13.781 habitantes, mas, segundo o site oficial da cidade, já chegou a ter 30 mil no século XIX, o que fez dela a segunda maior cidade do estado. Mas não foi o aspecto cosmopolita de São Simão que nos atraiu. Esta cidade também é conhecida como “onde o Laerte mora”, e fomos convidados a visitar seus principais pontos turísticos pelo próprio Laerte.

Chegamos na cidade e descobrimos que nosso querido anfitrião não nos esperava e que, então, deveríamos pedir informações para os nativos. Triste notícia. Porém, não foi difícil encontrar quem estivesse disposto a dar informações sobre a tal Prainha do Tamanduá, que seria nossa primeira parada. Como podem ver, encontramos pessoas muito receptivas:

Recebido as dicas, nos dirigimos pra lá. Não foi difícil, era só seguir reto por 5km depois do principal posto de gasolina da cidade (pelo o que pude notar, há aproximadamente 2 postos na cidade).

Chegamos no lugar e fomos recebidos ao som de pagode, cheirinho de churrasco e milhares de banhistas na água. Ali era, provavelmente, o lugar com o maior número de habitantes por metro quadrado do município.

Mas nossa impressão inicial foi apagada à medida em que íamos explorando o local. Os meandros do curso d’água nos levaram a lugares menos acessíveis, mais profundos e, portanto, mais divertidos.

Curiosidade: é provável que a nascente desses rios esteja em Minas Gerais, pois, de acordo com uma anciã local, “São Simão não tem cachoeira”. Mas há controversas.

Enfim, depois de nadar e se queimar bastante, fomos para outro ponto interessante da cidade: o Morro do Cruzeiro.

Desconsiderem a piada cretina e vamos direto pra cima do morro. Chegando lá, deparamo-nos com a vista mais bonita da cidade. Um boteco sem nome também decorava o lugar e foi ali que tivemos um dos momentos mais magníficos da viagem: beber a uma altitude de mil metros.

Esta foi a nossa despedida de São Simão. Voltaremos mais vezes, mas já não estávamos com pique pra visitar o resto da cidade neste dia. Na viagem de volta, passamos por Cravinhos e paramos no Beto Vaca, que será assunto para um próximo post.

5 comentários

nemo disse:

Esqueci de mencionar que na subida do morro, vimos um casal caminhando de costas. Pintou a dúvida se eles estavam andando de costas pra olhar alguma coisa atrás e depois continuariam a andar normalmente ou se estavam pagando promessa. Mas depois de apreciarmos a paisagem, tirarmos fotos, beber e cochilar, resolvemos voltar e não é que o casal ainda tava subindo de costas? A moça quase morrendo. Também, caminhar de ré por 3,5km de subida não é pra qualquer um. Espero que tenham sobrevivido.

Créu disse:

Hahahaha. Muito bom!
Vc esqueceu de mencionar que quase fomos engolidos por aranhas gigantes mutagênicas.

Johnson disse:

hahaha o macaco corinthiano foi foda

Saulo disse:

Paisagem bonita.

Tomar uma cerveja naquele buteco lah deve ser bao d+

São Simão – Parte II | i'm lost | www.imlost.com.br disse:

[...] previ neste primeiro post, nós voltamos mais duas vezes a Saint Simon. Eu queria economizar o  tempo de todos mesclando a [...]

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